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Veja lançamentos recentes de livros sobre gestão e carreira

Por Phillipe Scerb – Mestre em Ciências Políticas pela SciencesPo-Paris e Doutorando pela USP



Poucas vezes o mundo do trabalho foi objeto de mudanças tão grandes em um período tão curto.



Mas se as transformações são aceleradas, compreendê-las exige tempo. Com alguma distância, especialistas têm traçado diagnósticos mais sólidos sobre o que permanece e o que muda no plano profissional nos próximos anos.



Veja abaixo algumas dicas de leitura para pensar os negócios e o trabalho;

Negociando o inegociável (Daniel Shapiro; Editora Globo)



Torne-se um cientista de dados – LinkedIn

O autor discute formas de solucionar impasses em diferentes ambientes, como a família e o trabalho. Shapiro dá dicas, ainda, para lidar com conflitos que envolvem divergências de fundo e alta carga emocional.

Ruído (Daniel Kahneman, Olivier Sibony e Cass R. Sunstein; Editora Objetiva)


Neste livro, os autores de “Nudge” debatem os fatores que levam a julgamentos e decisões diferentes para problemas idênticos. Embora a variabilidade seja normal, ela acarreta prejuízos importantes para pessoas e empresas.

Sem esforço – torne mais fácil o que é mais importante (Greg McKeown; Editora Sextante)


O autor oferece aos leitores dicas para a realização de tarefas de maneira simples e eficaz. Em 15 conselhos práticos, ele mostra a necessidade de intervalos como propulsores de produtividade e de trinar o cérebro para focar no que há de mais relevante, por exemplo

Manual de gestão empresarial: teoria e prática (Almir Ferreira de Sousa, Adelino de Bortoli Neto, Carlos Eduardo de Mori Luporini, Fabrício Kiyokawa e Natan de Souza Marques; Editora: Manole)


Escrito pelos professores do MBA Gestão Empresarial da FIA, o manual apresenta a executivos o conteúdo de gestão ensinado pelas melhores escolas de negócios no Brasil e no mundo.

Cursos online gratuitos ensinam de análise de dados e big data até gerenciamento de carreira; veja opções

Por Phillipe Scerb – Mestre em Ciências Políticas pela SciencesPo-Paris e Doutorando pela USP



Nunca foi tão fácil aprimorar conhecimentos e aprender novas habilidades. Com a difusão de cursos virtuais e baratos – e até de graça, a distância física e a falta de recursos deixaram de ser impeditivos para a qualificação profissional e o redirecionamento de carreira.



Abaixo, reunimos opções de cursos rápidos e que podem abrir portas no mercado de trabalho em áreas com demanda crescente e que ajudam a desenvolver habilidades emocionais cada vez mais exigidas por recrutadores.

Dados e Excel



Torne-se um cientista de dados – LinkedIn

O curso apresenta as bases para uma carreira em Ciência de Dados, com elementos fundamentais da área, passando por estatística e mineração.

Valor: gratuito

Informações: Acesse Aqui


Excel – análise de dados e big data – Udemy

Por meio de suplementos do Excel, ensina-se a calcular probabilidades e formas de tomar melhores decisões em situações de incerteza.

Valor: gratuito

Informações: Acesse Aqui

Gerenciamento de Carreira


Encontre seu novo trabalho – Google

O curso auxilia a criação de um currículo que atraia os recrutadores e dá dicas de como se preparar para uma entrevista.

Valor: gratuito

Informações: Acesse Aqui


Aumente sua produtividade no trabalho – Google

Ensina formas para melhorar a produtividade, a gestão do tempo e a priorização de tarefas, por exemplo.

Valor: gratuito

Informações: Acesse Aqui


Introdução ao tema da liderança – FGV

Apresenta as bases do conceito de liderança e a importância do autoconhecimento para desempenhá-la.

Valor: gratuito

Informações: Acesse Aqui


As cinco dimensões da autoliderança – Senac

Curso auxilia a praticar a responsabilidade para atingir objetivos profissionais. Entre as competências estudadas estão o gerenciamento de energia e o engajamento.

Valor: gratuito

Informações: Acesse Aqui

Geração mais jovem valoriza mais o respeito do que regalias no trabalho

Por Phillipe Scerb – Mestre em Ciências Políticas pela SciencesPo-Paris e Doutorando pela USP



Os millenials preferem uma comunicação respeitosa com seus chefes e seus pares a benefícios excêntricos e happy hours no local de trabalho. Essa é a conclusão de um estudo da Universidade de Missouri, nos Estados Unidos, que pretendia analisar o que mais tem motivado os jovens profissionais.



Os pesquisadores entrevistaram 1.000 pessoas de 21 a 34 anos – a chamada geração Y – que trabalham em 18 áreas diferentes, incluindo indústria e serviços. O objetivo era de que os profissionais avaliassem os elementos da cultura da empresa em que trabalham. A partir das avaliações, o estudo mediria a relação desses aspectos com o engajamento e a resiliência dos funcionários.



Como já era de se esperar, baseado em outras pesquisas, o estudo mostrou que a satisfação dos profissionais com o ambiente de trabalho tem relação direta com a sua motivação e sua resiliência para enfrentar problemas e desafios. Mais do que isso, porém, os pesquisadores descobriram que uma comunicação respeitosa entre os funcionários tem um impacto direto sobre o seu bem-estar e, consequentemente, sobre o engajamento nas suas tarefas.



A grande conclusão que se tira da pesquisa é que a busca de realização profissional dos millenials depende, em boa medida, da sensação de respeito e do reconhecimento que eles esperam receber de chefes e colegas. O que acaba sendo ainda mais importante, para o seu desempenho, do que benefícios voltados a tornar mais leve e divertido o ambiente de trabalho.



Para manter jovens profissionais engajados por mais tempo, portanto, é crucial para as empresas investir no treinamento de líderes e gestores. Afinal, a forma como eles se comunicam – mais ou menos respeitosamente – define os vínculos que os funcionários vão estabelecer com o trabalho e a empresa. De pouco adiantam benefícios infinitos se o respeito não for a base das relações profissionais.

O que os Jogos Olímpicos podem nos ensinar sobre as “Olímpiadas da vida profissional”

Por Eliane Figueiredo – CEO da Projeto RH


Foco no objetivo, disciplina, resiliência e saber lidar com as derrotas são qualidades fundamentais para qualquer esportista de alto nível. Os Jogos Olímpicos demonstraram, mais uma vez, como o sucesso é proporcional ao esforço dos atletas.


Entre profissionais e empreendedores, a realidade não é diferente. Diante de desafios, persistência e superação são competências essenciais. Afinal, uma carreira de sucesso é o resultado da vontade constante de melhorar a cada dia.


E, logo depois da comemoração de grandes vitórias e medalhas, novo ciclo se inicia e as rotinas de treino duro se inicia para novas competições. Assim como os profissionais do mundo corporativo, que depois da entrega de projetos bem sucedidos e do alcance de bons resultados, devem encarar novas empreitadas e mirar sempre para frente.


Se no esporte as condições físicas e ambientais não são sempre ideais, o mesmo vale para empreendedores e profissionais. O cenário econômico e político do País e o contexto das empresas variam com o tempo. Por isso, é fundamental estar preparado para lidar também com aquilo que está fora do nosso alcance e com os imprevistos.


Por fim, gostaria de parabenizar a todos os atletas dos Jogos Olímpicos que, depois de tantas incertezas e dificuldades, nos presentearam com o espetáculo do esporte e da superação. E, também, brindo a todos os “atletas” do mercado de trabalho e aqueles que são empreendedores. Lutando a cada dia e dando o seu melhor para subir no pódio da vida profissional!


E, ainda, algumas competições podem parecer individuais, mas é sempre com o trabalho em equipe que podemos, juntos, nos tornar cada vez mais fortes e ir cada vez mais longe rumo à próxima “Olímpiada”

O aguardado fim da pandemia e o futuro incerto do trabalho

Por Philipe Scerb- Mestre em Ciências Políticas pela SciencesPo-Paris e Doutorando pela USP



Conforme o cansaço com o isolamento e a perspectiva de volta à normalidade aumentam, empresários e profissionais põem na balança os prós e os contras do home office e se perguntam sobre a forma que vai assumir o futuro do trabalho.



No começo da pandemia, muita gente se surpreendeu positivamente com a viabilidade do trabalho remoto. Por um lado, a economia de tempo com o deslocamento agradava quem buscava mais momentos de lazer. Por outro, não faltou quem visse sua produtividade aumentar com uma organização mais autônoma da rotina.



Depois de mais de um ano de crise sanitária, o otimismo é menor e muitos profissionais sofrem os impactos do home office. Para além de pais que tiveram que conciliar o trabalho com os cuidados da casa e dos filhos, pesquisas dão conta de outros efeitos negativos das mudanças. Um estudo do Instituto Gallup, por exemplo, mostrou níveis crescentes de sentimentos de solidão e de incapacidade de descansar antes e depois da jornada.



No entanto, por vezes as mesmas pesquisas revelam também o lado positivo do home office. Enquanto a maioria das pessoas quer voltar a frequentar o escritório, elas continuam valorizando o trabalho remoto e veem nele ganhos importantes de produtividade e bem-estar.



Em um cenário controverso, com percepções ambíguas sobre as vantagens e as desvantagens do home office, a tendência que ganha força no universo corporativo é de um modelo híbrido. Empresas que haviam anunciado uma transição completa para o trabalho remoto em meados da pandemia, inclusive, têm voltado atrás e comunicado seus funcionários que terão de voltar aos escritórios – pelo menos alguns dias da semana.



A impressão cada vez mais disseminada é de que um modelo alternado, com certos dias em casa e certos dias no escritório, permite aproveitar as vantagens das duas formas de trabalho.



Em home office, o profissional pode aproveitar o aumento do tempo livre e a flexibilidade da jornada para atividades que não poderia fazer numa rotina convencional. Sem pandemia, o problema de crianças estudando em casa em horário comercial não deverá existir.



Já com a volta ao escritório, diminuiria o sentimento de isolamento à medida que o trabalho recupera a interação e a socialização com colegas. As trocas ganham em qualidade e também podem repercutir em incrementos de criatividade e produtividade.



Não é exagerado pensar que, nessas condições, as vontades e as preferências dos funcionários serão levadas em consideração. Mesmo que a empresa determine regras sobre a distribuição do trabalho remoto e presencial, os profissionais deverão ter alguma voz para definir com que regularidade ficam em casa ou vão ao escritório.


As novidades dos processos seletivos online e dicas de como se preparar

Por Philipe Scerb- Mestre em Ciências Políticas pela SciencesPo-Paris e Doutorando pela USP



A pandemia e a adoção do home office aceleraram a digitalização dos processos seletivos. Antes da crise sanitária, algumas etapas já eram realizadas à distância. Mas hoje em dia é comum que processos ocorram inteiramente de maneira virtual.




Para além do envio de um currículo por e-mail e de entrevistas online, as seleções podem contar com diferentes formas de avaliar o conhecimento, o preparo e o perfil dos candidatos.
Veja dicas de como se preparar para as diferentes etapas dos processos seletivos virtuais;


Como preencher os formulários

Não deixe de preencher todos os campos do currículo virtual de maneira completa, mas objetiva. Dê atenção especial às respostas sobre a sua experiência, descrevendo responsabilidades e entregas passadas.


Seja criterioso nas candidaturas

À medida que os processos seletivos se tornam mais longos e complexos, concorrer a um número enorme de vagas não é recomendado. Cada seleção exige um preparo maior por parte do candidato, que envolve a dedicação para o processo e uma boa pesquisa sobre a empresa.


Não subestime os testes

Cada vez mais comuns, os testes de idioma, conhecimentos gerais e lógica demandam uma boa atenção. Separe um período do dia para realizá-los e não os deixe para a última hora para evitar problemas técnicos e o estresse com a falta de tempo.


Videocurrículo

Gravar um videocurrículo é mais desafiador do que parece. Além de uma boa escolha de local, iluminação e estrutura da fala, prepare um bom roteiro que permita passar as principais informações de maneira clara.


Valorize seus pontos fortes

Nas diversas etapas do processo, sobretudo durante a entrevista online, não deixe de destacar suas qualidades. A cada dia as empresas valorizam mais as chamadas habilidades emocionais, portanto não deixe de explorar seus pontos fortes nas diferentes oportunidades.

A necessidade do descanso e do lazer mesmo dentro de casa

Por Philipe Scerb- Mestre em Ciências Políticas pela SciencesPo-Paris e Doutorando pela USP



A separação entre a rotina profissional e o tempo livre nunca foi tão difícil. Pois se as novas tecnologias já vinham nos mantendo constantemente conectados, a pandemia praticamente acabou com a divisão espacial e temporal entre o trabalho e a vida pessoal.



Esse, aliás, é um dos motivos para o crescimento exponencial dos problemas de saúde mental entre profissionais de diferentes áreas no último período. De acordo com diversas pesquisas, os índices de ansiedade e estresse ligados ao trabalho nunca foram tão altos.



Outro fator que tem contribuído para esses números é a dificuldade que as pessoas vêm enfrentando para encontrar momentos de completo descanso e para realizar atividades de lazer.



Algo fácil de entender na medida em que viagens, encontros e eventos sociais desapareceram, quase completamente, do rol de possibilidades em meio à pandemia. O resultado é mais tempo gasto com o trabalho e menos com o lazer e o entretenimento.



Mas a despeito das dificuldades impostas pelo distanciamento social, devemos fazer um esforço para descansar e realizar atividades alternativas ao trabalho, mesmo que dentro de casa.



Não apenas porque elas ajudam a preservar uma boa saúde mental e se revertem em mais produtividade no dia a dia. Mas também porque nossas competências profissionais dependem do nosso repertório cultural. As referências e as ideias que aplicamos no nosso trabalho não provêm simplesmente do mundo profissional, mas das experiências que adquirimos fora dele. E são cada vez mais valorizadas pelas empresas.



Por isso, é fundamental que mantenhamos práticas típicas de lazer de maneira a expandir nossos horizontes. E as possibilidades são consideráveis mesmo em caso de confinamento.



Ler, de romances a revistas e jornais, é sempre uma boa opção. Com a multiplicação de plataformas de streaming, filmes e séries ficaram muito mais acessíveis. Há também quem prefira acompanhar alguns dos inúmeros cursos disponíveis na internet, vários deles gratuitos.



De todo modo, o importante é não deixar de descansar e aproveitar o tempo livre. Nossa saúde mental e nosso desempenho profissional agradecem.


O problema do tédio e da falta de motivação no trabalho

Por Philipe Scerb- Mestre em Ciências Políticas pela SciencesPo-Paris e Doutorando pela USP



Jornadas intermináveis, altas cargas de estresse e o excesso de responsabilidades profissionais são sabidamente nocivos e podem levar à famosa síndrome de Burnout.


Mas se muito trabalho é ruim, pouco trabalho também pode ser. E já há até quem dê um nome para o tédio e a ansiedade que atingem profissionais pouco motivados no dia a dia: a síndrome do boreout, originada da palavra bored (entediado, em inglês).


Olhando de fora, parece invejável a rotina de alguém que conclui as tarefas do dia em poucas horas e passa as restantes matando o tempo e, no máximo, esperando outras demandas do chefe – que, muitas vezes, nunca vêm.


No entanto, essas horas de suposto descanso são, via de regra, acompanhadas de um tédio que pode ser tão ruim, segundo psicólogos, quanto o esgotamento provocado pelo excesso de trabalho.


Pois além de ter a produtividade prejudicada, como demonstrou um estudo da Universidade de Lancashire, na Inglaterra, os profissionais nessas condições tendem a despejar sua ansiedade em práticas nada saudáveis. Que vão desde passar horas e horas nas redes sociais para matar o tempo até o consumo obsessivo de cigarros, álcool e comidas altamente calóricas.


Mas não se assuste

Um pouco de tédio no trabalho é normal e até saudável. O problema ocorre quando ele se torna dominante e faz você se sentir inútil e desenvolver importantes sintomas de ansiedade.



O que não está diretamente ligado às tarefas e ao tipo de trabalho que você tem. O tédio diz muito mais respeito a você e aos seus interesses do que ao seu emprego em si. É possível, por exemplo, ter um ótimo cargo e não se sentir motivado e valorizado.



Se você não gosta e não se sente desafiado pelas tarefas do dia a dia, é normal que elas pareçam monótonas e sem sentido. Um problema ainda maior quando somos forçados a aceitar trabalhos distantes das nossas áreas e aspirações profissionais. Geralmente, o salário não basta para gerar motivação e engajamento.


O que fazer?

Os psicólogos suíços que cunharam a noção de síndrome de boreout não se contentaram, ainda bem, a definir o problema. Eles apresentaram também sugestões para que os profissionais superem o tédio crônico no trabalho.



O primeiro passo seria buscar pequenas motivações nas tarefas diárias. E caso seja impossível encontrá-las, convém conversar com os chefes e demonstrar interesse em desenvolver novas tarefas que possam ser úteis para a empresa.



Outra alternativa é procurar motivação fora do trabalho. De preferência, em momentos livres antes ou depois do expediente. Novos hobbies podem compensar a frustração e a ansiedade da rotina profissional.



Se ainda assim o tédio crônico não desaparecer, a saída é buscar outro trabalho que realmente te atraia. Sem que isso implique abandonar o emprego atual, pois o desemprego só faria aumentar a ansiedade provocada pela falta de motivação.



Não é simples encontrar o trabalho dos sonhos, que nos motive e nos desafie a cada dia. Nem por isso, devemos nos acostumar com o tédio e a ausência de um sentido para a nossa vida profissional.

Como tirar grandes planos do papel em 2021

Por Philipe Scerb- Mestre em Ciências Políticas pela SciencesPo-Paris e Doutorando pela USP



2020 não foi, definitivamente, um ano apropriado para o desenvolvimento de projetos ambiciosos. As incertezas e as limitações trazidas pela pandemia forçaram empreendedores e profissionais a abandonarem ou suspenderem iniciativas mais ou menos avançadas.


O ano que acaba de começar tampouco parece muito propício para grandes riscos. No entanto, a perspectiva do fim da fase mais aguda da pandemia aberta pelas vacinas, de um lado, e a compreensão de que bons planos não devem apodrecer indefinidamente na gaveta, de outro, têm incentivado muitas pessoas a colocar projetos antigos em prática.


Uma tarefa nada fácil e que exige bastante esforço e disciplina, mas cuja dificuldade pode ser atenuada por algumas medidas relativamente simples.


É o que sugere o escritor Herbert Lui, que depois de anos com o projeto em mente, conseguiu finalmente escrever um livro sobre dicas de criatividade. Na esteira dessa realização, ele publicou um artigo com quatro conselhos para tirar do papel grandes projetos em 2021. São eles:


Baixe seu nível de exigência

Uma das maiores dificuldades dos grandes planos diz respeito à expectativa que criamos em torno deles. A melhor forma de lidar com ela é diminuindo-a. Trate o projeto como mais um, e não o mais importante momento da sua vida profissional.


Organize-se

Organizar as ideias é imprescindível para qualquer iniciativa de fôlego. Facilmente, nos perdemos entre tantos objetivos e planos. Portanto, comece planejando a estrutura do projeto e mantenha um sistema concatenado de ideias e realizações para que elas não saiam do controle.


Não desvie o foco do mais importante

Tendemos muitas vezes a procrastinar e deixar aquilo que é central para depois. Para que um grande projeto saia do papel, é fundamental que ele avance. Para isso, devemos sempre ter clareza do que é mais urgente e, simplesmente, fazer..


Um passo de cada vez

Um grande projeto não fica pronto de um dia para o outro. E a melhor forma de lidar com uma ansiedade paralisante é estabelecendo, continuamente, pequenas metas e prazos. Assim, a pressão diminui conforme a sensação de realização aumenta.

Mais do que salário, profissionais valorizam também benefícios ao buscar novas oportunidades

Por Philipe Scerb- Mestre em Ciências Políticas pela SciencesPo-Paris e Doutorando pela USP



Os profissionais de hoje não olham apenas para a remuneração ao vislumbrar a carreira ideal. É claro que um bom salário é um objeto comum de desejo. Porém, os profissionais de hoje têm, cada vez mais, valorizado melhores condições de trabalho e benefícios oferecidos pelas empresas.


Entre eles, destacam-se um ambiente interno seguro e saudável, uma jornada flexível, a existência de um propósito na empresa, seu compromisso socioambiental e com a diversidade, a valorização da equipe, a possibilidade de desenvolvimento e, estimulada pela pandemia, a possibilidade de home office.


Uma pesquisa encomendada pelo Estado de S. Paulo e feita pela Revelo questionou mais de 300 profissionais brasileiros o que eles consideram características da empresa dos sonhos. Os resultados mostram que, para 69% deles, o horário flexível de trabalho e o home office são critérios fundamentais. 36% apontaram para um salário acima da média do mercado, mesmo índice daqueles que valorizam o compromisso da companhia com a diversidade, a sustentabilidade ambiental e outros propósitos sociais. 18% indicaram a participação nos lucros e 15% bônus por performance.


A valorização de benefícios desvinculados à remuneração e ao sentido encontrado no trabalho é expressiva, sobretudo, entre os mais jovens. 41% dos profissionais com 18 a 23 anos priorizam o home office e a flexibilidade da jornada e são eles também os que mais prezam pelo compromisso das empresas com a promoção da diversidade, o respeito ao meio ambiente e outros impactos sociais dos negócios.


Foi-se o tempo, portanto, em que o trabalho era percebido apenas como um meio de sobrevivência e de obtenção de renda. Na medida em que as jornadas se tornaram maiores e mais exaustivas, as pessoas têm buscado conciliar melhor a vida pessoal e profissional. Assim como privilegiam carreiras carregadas de um sentido mais amplo, com impactos reais e positivos sobre a sociedade.


É levando isso em conta, aliás, que as empresas têm se adaptado para atrair e reter os melhores talentos. Pois para isso, já não basta oferecer bons salários e perspectivas de crescimento profissional. É preciso, como vem fazendo um número crescente de companhias, garantir uma ampla gama de benefícios que aumentem o bem-estar do funcionário e projetem uma imagem positiva do ambiente profissional e de seus objetivos sociais. Daí as preocupações cada vez mais comuns em divulgar o que seria a cultura da empresa e os perfis com os quais ela conta para o seu desenvolvimento.



Considerando essas novas expectativas em relação ao trabalho, com as pessoas menos propensas a fazer suas escolhas com base, exclusivamente, no resultado financeiro de suas carreiras, diversas empresas têm demonstrado que salário e propósito podem andar juntos. O que seduz os melhores profissionais e favorece o seu desempenho, pois assim se sentem parte de algo maior e dotado de sentido.