Diplomas ou habilidades? O que conta mais na hora da contratação?


13/03/2024
Por Phillipe Scerb – Mestre em Ciências Políticas pela SciencxesPo-Paris e Doutorando pela USP

Jovens estudantes e profissionais costumam buscar as melhores faculdades para sua graduação ou cursos de especialização e pós. Para além da qualidade da formação oferecida por instituições renomadas, a expectativa é sempre de que boas credenciais no currículo são decisivas na hora de conseguir uma vaga de emprego.

Esse esforço se justifica. Diplomas de organizações reconhecidas representam um bom ativo para chamar a atenção das empresas.

No entanto, pesquisas têm mostrado que recrutadores têm valorizado cada vez mais as habilidades dos candidatos às vagas em relação aos diplomas que possuem e até às suas experiências profissionais até então.

As habilidades e competências dos profissionais sempre foram levadas em conta na hora da seleção. O que tem mudado, porém, é o ritmo com que os profissionais têm de se adaptar a novos cenários e adquirir novas habilidades dentro da mesma empresa e do mesmo emprego.

Dados do LinkedIn de 2022 mostram que nesse ano as vagas disponíveis na plataforma que não exigiam diploma cresceram 36% em relação a 2019. Mais relevante ainda foi o aumento em 5 vezes do número de recrutadores que buscavam profissionais a partir de suas habilidades e não de seus diplomas.

Também em voga está a busca por candidatos com fortes competências emocionais. Considerando que essas habilidades não são adquiridas em cursos universitários ou mesmo em experiências profissionais, recrutadores tentam avaliar, entre outras coisas, a criatividade, a capacidade de colaboração e a responsabilidade dos profissionais.

A empatia é especialmente procurada para posições de liderança, pois diante de um cenário de escassez de talentos, a retenção de bons profissionais passa diretamente pela relação que eles constroem com seus gestores.

Estudar em boas instituições e uma trajetória rica em outras empresas nunca vão deixar de ser critérios de seleção. Mas as mudanças no mercado de trabalho obrigam os profissionais a se preocuparem com o desenvolvimento de habilidades que um diploma ou uma experiência profissional por si só não garantem.

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