Quer conhecer os empregos que serão os mais afetados e os mais poupados pela crise do coronavírus?

Por Phillipe Scerb


O efeito da pandemia do coronavírus sobre o mercado de trabalho promete ser enorme e já começou a ser sentido em diversos países e setores da economia.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho, até 25 milhões de empregos podem deixar de existir ao final da crise em todo o mundo. No Brasil, fala-se em 2,5 milhões a mais de empregos perdidos em função da pandemia.

Algumas áreas já têm dado os primeiros sinais de fragilidade. Entre as mais afetadas, destacam-se o setor de viagens e o de turismo. Enquanto a companhia britânica Flybe decretou falência no início de março, gigantes como Air Canada e KLM entre outras, anunciaram milhares de demissões.

Para fazer frente a essa situação, governos estão sendo levados a tomar medidas para socorrer empresas e permitir que elas mantenham o quadro de funcionários ativo.

Por outro lado, na sociedade civil despontam também iniciativas nesse sentido. Como o manifesto “Não demita”, lançado no Brasil e que já conta com a adesão de 3.000 companhias dispostas a preservar empregos por ao menos dois meses.

Por outro lado, alguns setores resistem e até crescem em meio à crise. É o caso de empresas e/ou áreas de Tecnologia da Informação, saúde, telecomunicações, comércio eletrônico, varejo de alimentos e delivery em geral.

Com a tendência de aceleração do mercado de trabalho para o mundo digital, empresas de tecnologia têm aumentado o número de contratações. De acordo com o Financial Times, elas abriram 15.852 vagas somente no estado americano da Califórnia, na última semana de março.

Por aqui não é diferente. Com a maior procura por tratamentos médicos e a explosão das compras online, por exemplo, companhias farmacêuticas e de varejo não apenas mantiveram, como ampliaram seus quadros de funcionários.

No entanto, se a paralisação for mais duradoura do que se espera, esses setores também vão sentir os efeitos negativos da pandemia. Pois o aumento do desemprego e a diminuição da renda das pessoas levará fatalmente a uma menor demanda por produtos e serviços, até mesmo os mais básicos.

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