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Que novas competências passarão a ser exigidas para os profissionais no período pós-pandemia?

Por Laércio de Oliveira Pinto – Sócio fundador da Data4Business Soluções Inteligentes para Negócios e Ex Presidente da Unidade de Serviços de Crédito da Serasa Experian




As discussões sobre as novas competências que passarão a ser requeridas para os profissionais que buscarem por oportunidades de emprego no período pós-pandemia é uma questão que hoje povoa a cabeça de muitos candidatos e intriga os profissionais de recursos humano.




Uma coisa é certa, por conta da recessão econômica a que o mundo estará submetido, a disputa por uma vaga de emprego será muito acirrada e sairão na frente os profissionais com maior qualificação.





E diante desse cenário, duas questões vêm à tona: que tipo de qualificação e quais competências serão mais valorizados pelo mercado?





Alguns arriscam dizer, por exemplo, que as decisões de compra passarão a ser balizadas muito mais pela essencialidade e que passaremos a ser menos efusivos nas nossas relações sociais.





Acredito que a grande maioria das competências requerida hoje, nos processos de seleção de profissionais, ainda continuará muito atual.





Vejamos, por exemplo, a abordagem dos “4 Is”, que preconiza a formação de equipes com pessoas de perfis complementares e diversos.




Sou entusiasta dessa abordagem e a considero atemporal. Quem não gostaria, qualquer que seja o cenário, de poder contar em seu time com profissionais com as seguintes características?



Instigador

Aquele que desafia o “status quo”, os processos produtivos e os modelos de negócio;



Inovador

O profissional que é curioso, busca o novo, estimula o aprendizado de ciclagem rápida para agir tempestivamente e que procura entender as mudanças externas para aplicar na sua organização;



Integrador

Que constrói pontes com as outras áreas da empresa e com o mercado, a fim de criar um ambiente propício à realização de negócios, e o.



Implementador

Que trabalha com indicadores, é focado na execução e faz as coisas acontecerem




A esse conjunto de atitudes e comportamentos acrescentaria um requisito que considero imprescindível nas organizações, que é a competência analítica. O aumento da empregabilidade que essa competência proporciona, está ligada ao fato de que contribui para elevar a condição competitiva das empresas, ao permitir que elas possam fazer uso inteligente de dados e a dar maior previsibilidade ao seu processo de tomada de decisão.




Na minha visão, todo aquele profissional que buscou se qualificar ao longo da sua carreira não tem porque temer o futuro.




Muito mais preocupante que a qualificação, é a recessão que nos espera. Tenho esperança de que o nosso país possa fazer bem a lição de casa e que ela seja breve.

Que mundo nos espera após a pandemia do coronavírus.

Por Laércio de Oliveira Pinto – Sócio fundador da Data4Business Soluções Inteligentes para Negócios e Ex Presidente da Unidade de Serviços de Crédito da Serasa Experian




Muito se tem falado das mudanças e dos impactos que o coronavírus deverá provocar na vida das empresas e das pessoas, motivados pela experiência indesejada a que grande parte da população do mundo foi submetida durante esses tempos de distanciamento social.




Falam-se de impactos de toda ordem, com alcance em pessoas e empresas de todas as partes do mundo.





No campo pessoal, são esperadas mudanças de hábitos de consumo, de comportamento social e até de atitudes.





Alguns arriscam dizer, por exemplo, que as decisões de compra passarão a ser balizadas muito mais pela essencialidade e que passaremos a ser menos efusivos nas nossas relações sociais.





No que diz respeito aos comportamentos e atitudes, a crença dos especialistas é que as experiências vivenciadas durante a pandemia nos deixarão mais solidários e que saberemos ter empatia para nos colocarmos no lugar do outro, diante das situações vivenciadas daqui para frente.





No mundo empresarial, a expectativa é que deverá haver mudanças em algumas cadeias de suprimento importantes, hoje muito concentradas em países como China e Índia, em razão da busca por ganhos de escala e aumento de produtividade. E esta atual orientação estratégica deverá ser alterada, a fim de reduzir o grau de dependência desses mercados.




Alguns modelos de negócios já existentes, como o comércio eletrônico, ensino a distância e serviços de delivery de alimentos, passaram por um processo acelerado de aprendizado e deverão ganhar impulso.




O empreendedorismo passa a ter um lugar cada vez mais de destaque, sejam os convencionais sejam aqueles ligados a processos de inovação e tecnologia.




A prática de home office também deverá ser mais e melhor utilizada por aliar interesses comuns das empresas e dos empregados.




A economia, por sua vez, será fortemente impactada e o mundo irá experimentar um período de recessão, com reflexos severos nas oportunidades de emprego.





E num cenário como este, será que o conjunto de competências, comportamentos e atitudes desejados pelos empregadores também irá mudar?




A minha visão é que algumas novas competências precisão ser incorporadas, mas a grande maioria continuará muito valorizada.

As habilidades profissionais mais demandadas durante (e depois) da Covid-19

Por Philipe Scerb- Mestre em Ciências Políticas pela SciencesPo-Paris e Doutorando pela USP



A valorização das competências emocionais pelo mercado de trabalho, chamadas também de soft skills, já era uma realidade antes da eclosão da pandemia da Covid-19.


Em oposição a uma cultura marcada pelo conhecimento técnico e a experiência, as habilidades ligadas ao reconhecimento, o controle e a resposta às emoções pessoais ganhavam cada vez mais importância na maioria dos processos seletivos.


No entanto, a pandemia e seus efeitos sobre o mundo profissional vão acelerar o que era uma tendência. Afinal, em meio a um contexto de crise econômica e, portanto, de mudanças, riscos e incertezas, a capacidade de gerenciar emoções é imprescindível para qualquer trabalhador.


Além dos desafios colocados pela adaptação das rotinas pessoal e profissional, as transformações dos mercados e das dinâmicas de trabalho exigem uma série de habilidades que dizem mais respeito ao comportamento do que à bagagem do profissional.


Uma dificuldade relacionada às soft skills é que elas não são acessíveis por meio de cursos ou aulas específicas. Por outro lado, são habilidades que podem ser aprimoradas no dia a dia e estimuladas de diferentes maneiras.


Veja algumas delas abaixo:


Resiliência

Um termo cada vez mais comum no vocabulário profissional, indica a capacidade de enfrentar e superar contratempos e desafios. Frente às dificuldades que se anunciam, controlar o medo e a apreensão será fundamental.


Criatividade

Com as mudanças profundas em diferentes setores, será, mais do que nunca, importante pensar fora da caixa. Vislumbrar alternativas será a única maneira de lidar com situações completamente novas.


Abertura ao novo

Manter-se apegado às tradições não será uma opção na maioria dos casos. Quanto mais você resistir a aceitar as mudanças, mais dificuldade terá se adaptar a elas. Concentre sua energia nas oportunidades que se abrem.


Empatia

Sempre fundamental, a amabilidade se torna ainda mais importante em meio a uma crise com múltiplos efeitos, tanto pessoais como profissionais. A solidariedade e a compreensão das dificuldades alheias serão imprescindíveis para boas relações de trabalho.


Organização

Com as mudanças na dinâmica de trabalho, saber se organizar é uma condição básica para uma boa produtividade. O aumento das atividades profissionais em casa exige a implementação de uma rotina e um exercício contínuo de foco.


Tomadas de decisão

Tanto as escolhas do cotidiano quanto as grandes escolhas se tornam mais difíceis em um cenário de instabilidade e insegurança. Conhecer, controlar e responder às emoções será fundamental.


Aproveite este momento singular que estamos vivendo para praticá-las.

Quer conhecer os empregos que serão os mais afetados e os mais poupados pela crise do coronavírus?

Por Philipe Scerb- Mestre em Ciências Políticas pela SciencesPo-Paris e Doutorando pela USP





O efeito da pandemia do coronavírus sobre o mercado de trabalho promete ser enorme e já começou a ser sentido em diversos países e setores da economia.




Segundo a Organização Internacional do Trabalho, até 25 milhões de empregos podem deixar de existir ao final da crise em todo o mundo. No Brasil, fala-se em 2,5 milhões a mais de empregos perdidos em função da pandemia.




Algumas áreas já têm dado os primeiros sinais de fragilidade. Entre as mais afetadas, destacam-se o setor de viagens e o de turismo. Enquanto a companhia britânica Flybe decretou falência no início de março, gigantes como Air Canada e KLM entre outras, anunciaram milhares de demissões.




Para fazer frente a essa situação, governos estão sendo levados a tomar medidas para socorrer empresas e permitir que elas mantenham o quadro de funcionários ativo.




Por outro lado, na sociedade civil despontam também iniciativas nesse sentido. Como o manifesto “Não demita”, lançado no Brasil e que já conta com a adesão de 3.000 companhias dispostas a preservar empregos por ao menos dois meses.




Por outro lado, alguns setores resistem e até crescem em meio à crise. É o caso de empresas e/ou áreas de Tecnologia da Informação, saúde, telecomunicações, comércio eletrônico, varejo de alimentos e delivery em geral.




Com a tendência de aceleração do mercado de trabalho para o mundo digital, empresas de tecnologia têm aumentado o número de contratações. De acordo com o Financial Times, elas abriram 15.852 vagas somente no estado americano da Califórnia, na última semana de março.




Por aqui não é diferente. Com a maior procura por tratamentos médicos e a explosão das compras online, por exemplo, companhias farmacêuticas e de varejo não apenas mantiveram, como ampliaram seus quadros de funcionários.




No entanto, se a paralisação for mais duradoura do que se espera, esses setores também vão sentir os efeitos negativos da pandemia. Pois o aumento do desemprego e a diminuição da renda das pessoas levará fatalmente a uma menor demanda por produtos e serviços, até mesmo os mais básicos.

Entrevistas de emprego por vídeo viraram regra com o isolamento em virtude do coronavírus.

Por Philipe Scerb- Mestre em Ciências Políticas pela SciencesPo-Paris e Doutorando pela USP


As médias e grandes empresas já vinham de algum tempo tornando seus processos seletivos cada vez mais digitais, mesmo assim a última etapa, da entrevista, não costumava dispensar o encontro pessoal entre o candidato e o futuro empregador.
Com a pandemia do corona vírus, porém, essa realidade mudou. Para respeitar as recomendações de isolamento social, as empresas têm recorrido ao mundo virtual também no momento da entrevista final de seleção e as vídeo entrevistas viraram quase que regra geral.
Considerando que essa prática deve perdurar, inclusive para além da crise, os candidatos devem se preparar para enfrentar essa novidade. Pois se há muitas semelhanças com a entrevista pessoal, há diferenças importantes que merecem um cuidado especial.

Veja abaixo algumas dicas do que fazer e do que evitar em uma entrevista por vídeo

 

1. Preparo


– Escolha bem o local em que fará a entrevista. Dê preferência, na medida do possível, a um lugar calmo e silencioso. O fundo que aparece atrás também importa: quanto menos informação, melhor.
– Teste todos os equipamentos antes. Desde a conexão com a internet, até a webcam e o microfone. Qualquer falha pode te desestabilizar e prejudicar o seu desempenho.
– Cuidado com a(s) foto(s) de identidade dos seus perfis nas suas redes sociais. Elas são o seu cartão de visita.
– Não é porque você está em casa que a roupa não importa, pelo contrário. Vista-se com sobriedade, ou seja, da mesma maneira que você faria caso a entre de vista fosse presencial.



2. Durante a entrevista


– Olhe para a tela e não se distraia com o entorno. Demonstre interesse e atenção e evite consultar o celular ou outros dispositivos no computador.
– Caso queira tomar notas, não use o teclado do computador, pois o barulho vai prejudicar a conversa. Prefira sempre um caderno ou bloco de papel.
– Não interrompa o entrevistador. Por vídeo, isso prejudica a fluidez da comunicação. Caso deseje falar algo durante a fala dele, faça um sinal com a mão pedindo a palavra.
– Embora a entrevista por vídeo exija uma comunicação mais objetiva e direta, evite respostas muito curtas e pobres em informação.
– Por fim, não se esqueça de demonstrar naturalidade. Em uma conversa virtual também é possível transmitir empatia e bom humor.