Que mundo nos espera após a pandemia do coronavírus.

Por Laércio de Oliveira Pinto – Sócio fundador da Data4Business Soluções Inteligentes para Negócios e Ex-Ceo da Unidade de Crédito da Serasa Experian

Muito se tem falado das mudanças e dos impactos que o coronavírus deverá provocar na vida das empresas e das pessoas, motivados pela experiência indesejada a que grande parte da população do mundo foi submetida durante esses tempos de distanciamento social.

Falam-se de impactos de toda ordem, com alcance em pessoas e empresas de todas as partes do mundo.

No campo pessoal, são esperadas mudanças de hábitos de consumo, de comportamento social e até de atitudes.

Alguns arriscam dizer, por exemplo, que as decisões de compra passarão a ser balizadas muito mais pela essencialidade e que passaremos a ser menos efusivos nas nossas relações sociais.

No que diz respeito aos comportamentos e atitudes, a crença dos especialistas é que as experiências vivenciadas durante a pandemia nos deixarão mais solidários e que saberemos ter empatia para nos colocarmos no lugar do outro, diante das situações vivenciadas daqui para frente.

No mundo empresarial, a expectativa é que deverá haver mudanças em algumas cadeias de suprimento importantes, hoje muito concentradas em países como China e Índia, em razão da busca por ganhos de escala e aumento de produtividade. E esta atual orientação estratégica deverá ser alterada, a fim de reduzir o grau de dependência desses mercados.

Alguns modelos de negócios já existentes, como o comércio eletrônico, ensino a distância e serviços de delivery de alimentos, passaram por um processo acelerado de aprendizado e deverão ganhar impulso.

O empreendedorismo passa a ter um lugar cada vez mais de destaque, sejam os convencionais sejam aqueles ligados a processos de inovação e tecnologia.

A prática de home office também deverá ser mais e melhor utilizada por aliar interesses comuns das empresas e dos empregados.

A economia, por sua vez, será fortemente impactada e o mundo irá experimentar um período de recessão, com reflexos severos nas oportunidades de emprego.

E num cenário como este, será que o conjunto de competências, comportamentos e atitudes desejados pelos empregadores também irá mudar?

A minha visão é que algumas novas competências precisão ser incorporadas, mas a grande maioria continuará muito valorizada.

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